Estudo traça perfil do jovem comerciário

Um estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – DIEESE, com base em dados do Sistema Pesquisa de Emprego e Desemprego – PED, mostrou que em 2008 aproximadamente um quarto (25%) dos trabalhadores no setor do comércio tinham entre 16 e 24 anos de idade.

Um estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos –  DIEESE, com base em dados do Sistema Pesquisa de Emprego e Desemprego – PED, mostrou que em 2008 aproximadamente um quarto (25%) dos trabalhadores no setor do comércio tinham entre 16 e 24 anos de idade.

 

A análise dos dados da pesquisa feita em cinco regiões metropolitanas e no DF apontou as seguintes proporções de jovens dentro do universo dos trabalhadores  no comércio: Belo Horizonte, 27,3%; Distrito Federal, 26,4%; São Paulo, 26,2%; Porto Alegre 25,2% e, mesmo que em proporção menor, em Salvador (22,6%) e Recife (19,1%).

 

Outro dado importante obtido no estudo foi o peso da renda do jovem comerciário na composição da renda de suas famílias. Segundo avaliou o DIEESE, a juventude comerciária é responsável por, em média, entre 28,5%, em Belo Horizonte e 34,6%, em Porto Alegre, da renda familiar.

 

Já nas famílias com menor rendimento verificou-se que o salário do jovem que trabalhava no comércio tinha um peso ainda maior na composição da renda familiar. Na região metropolitana de Recife, por exemplo, chegou a corresponder 78,4% do total de uma renda familiar situada em R$ 356. No DF foi observada situação muito semelhante, com contribuições de jovens do comércio aos ganhos familiares chegando a 76,7%.

 

Os dados da pesquisa indicaram que o jovem comerciário, em sua maioria, ocupava a posição de filho nos domicílios em que morava, em mais de 60% dos casos. No entanto, chamou a atenção o fato de que uma parcela considerável já era chefe de domicílio: 13,0% no Distrito Federal, 12,7% em Porto Alegre, 12,9% em Recife e 11,1% em São Paulo.

 

Apesar do forte peso do salário dos jovens comerciários na composição de suas rendas familiares, os dados da PED indicaram que estes trabalhadores mantiveram patamares baixos de remuneração em 2008, variando entre R$ 429 (Recife) e R$ 653 (São Paulo). Esse rendimento correspondeu a menos do que 70% daquele auferido pelos trabalhadores adultos do comércio, com mais de 25 anos de idade.

 

O DIEESE avaliou ainda que uma grande proporção de jovens ocupados no comércio não estudava em 2008. Segundo os dados, mais de 70% da juventude comerciária estava longe das escolas em todas as regiões analisadas. Este distanciamento pode ser explicado, em parte, pela elevada jornada de trabalho dos jovens comerciários. A jornada média semanal dos jovens que não estudavam em 2008 variou de 44, em Belo Horizonte a 48 horas, em Recife.

 

Já em relação ao nível de escolaridade, cerca de 60% dos jovens comerciários tinham, em 2008, ensino médio completo ou superior incompleto. Outros 25% tinham ensino  fundamental completo ou ensino médio incompleto.

 

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