Reduzir a jornada pode gerar empregos

Uma das principais bandeiras do movimento sindical brasileiro é a redução da jornada de trabalho. A atual iniciativa das centrais e dos sindicatos tem como base um estudo técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) que diz que a diminuição do tempo de trabalho, sem redução de salários, pode gerar novas vagas.

Uma das principais bandeiras do movimento sindical brasileiro é a redução da jornada de trabalho. A atual iniciativa das centrais e dos sindicatos tem como base um estudo técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) que diz que a diminuição do tempo de trabalho, sem redução de salários, pode gerar novas vagas.

 

De acordo com o trabalho do DIEESE, a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais pode gerar em torno de 2,2 milhões de novos postos de trabalho no país. E a eliminação das horas extras, realizadas com freqüência por trabalhadores de todos os setores, contribuiria com a criação de mais 1,2 milhão de empregos. Ao todo, com as duas medidas, segundo o DIEESE, seriam pelo menos 3,4 milhões de novas vagas.

 

O estudo diz que, além do benefício da geração de novos empregos, a diminuição da jornada e a eliminação das horas extras podem dar ao trabalhador mais qualidade de vida. “´Seria mais tempo livre para a família, os amigos, a formação cultural ou para o trabalho, o descanso”, afirma o diretor técnico do DIEESE, Clemente Ganz Lúcio.

 

Condições para as mudanças

Segundo o DIEESE, a economia brasileira tem condições de comportar as duas mudanças. “A produtividade duplicou nos anos 90, mas os ganhos não foram distribuídos aos trabalhadores. Os salários pagos no país ainda são dos mais baixos no mundo e a flexibilização da legislação trabalhista, ao longo da década de 90, intensificou o ritmo do trabalho”, afirma Ganz Lúcio. Para ele, a proposta de redução da jornada, tal como está formatada, significa aumento real de salário, do consumo e melhora da economia.

 

Dificuldades econômicas das empresas para colocar as medidas em prática não são desculpas aceitáveis, de acordo com o DIEESE e as entidades sindicais. O crescimento da economia, a redução das taxas de juros e a melhora do consumo são os sinais de que o momento para a mudança não podia ser mais propício.

 

Mas para serem efetivadas, as alterações precisam de ações políticas. Além de mostrar dados e comparações internacionais para provar os argumentos que utiliza, o estudo do DIEESE lembra da necessidade de o governo federal e os empresários encamparem a proposta.

 

Para conhecer melhor o estudo do DIEESE sobre a redução da jornada, visite o site.

 

Se você quer contribuir para melhorar as condições de trabalho ao redor do mundo, responda ao nosso questionário on-line. É fácil, rápido e sigiloso.

 

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