Empregos duradouros quase não existem mais

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O mercado de trabalho tem passado por constantes e rápidas transformações. Hoje já não há a garantia de um emprego duradouro ou de ascensão profissional na empresa, como ocorria até três décadas atrás. A instabilidade na vida dos trabalhadores é decorrente das mudanças que chegaram junto com a globalização da economia e com o aumento da competitividade no mundo empresarial. Meusalariomulher.org.br traz matéria apontando estas mudanças e a visão dos especialistas para o profissional tentar se encaixar neste novo momento do mercado.

Estudos apontam que não há mais as empresas sólidas e seguras. Hoje, a vida média de uma grande companhia, no mundo, é de 13 anos. Entre as pequenas, não passa de cinco anos. Mesmo as que são estáveis vivem se transformando. Processos de fusão de companhias – como bancos, por exemplo – têm sido cada vez mais constantes, trazendo como consequência o enxugamento do número de funcionários. Outra mudança bem comum é a troca da linha de produtos, que faz com que haja substituição de trabalhadores por outros especializados na nova produção. Sem falar na terceirização de atividades e no corte de despesas, entre outros arranjos, para que as empresas continuem manter ou aumentem os patamares de lucros.

Com isso, de acordo com especialistas, a expectativa é a de que a vida profissional de um trabalhador passará pelo menos por uma mudança brusca a cada três anos. A troca constante de funcionários vira uma espécie de roda-viva no mercado. O novo chefe pode querer em sua equipe alguém mais afinado com ele do que você. A antiga chefia pode chamá-la para um novo emprego; um colega pode indicá-la para uma nova empresa. Infelizmente, as mudanças são mais constantes do que você imagina e, assim, fazem cair por terra a crença de um emprego seguro, de longa duração e com perspectivas concretas de promoção.

Segundo profissionais da área de recursos humanos, a principal causa dessa alteração no mercado de trabalho é a concorrência entre empresas que, para se tornarem competitivas, acabam mudando periodicamente a sua política de recursos humanos e a não mais garantir postos de trabalho e níveis salariais. Ou seja, a mão-de-obra acaba não sendo preservada e vira alvo de cortes quando a organização quer reduzir despesas. Por isso, os trabalhadores devem estar atentos, perceber que não podem “ficar nas mãos” de uma companhia e se tornar, de certa forma, os guardiões de seu trabalho ou profissão.

Os especialistas avaliam que, para evoluir, nesta nova dinâmica, o profissional deve, na medida do possível, passar por experiências em várias empresas. E precisam levar em consideração os projetos em que se envolve e não apenas os cargos, que devem ser, de preferência, escolhidos de acordo com o projeto pessoal de cada um, pelo aprendizado que podem trazer e, obviamente, pela remuneração. E a dica é a de não ficar muito tempo no mesmo emprego. O período recomendado é permanecer de três a sete anos e, se houver chances, mudando de funções, para adquirir mais experiências.




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