As Centrais e o aumento do mínimo
O papel das centrais sindicais brasileiras na conquista de uma política de valorização do salário mínimo brasileiro. Acordo garante reajustes até 2023
Pouco se fala a respeito, mas os sucessivos aumentos do salário mínimo nos últimos anos, que fizeram com que o valor da menor remuneração paga no país aumentasse 132,50%, de 2003 a 2009, são resultado de uma extensa mobilização conjunta das centrais sindicais brasileiras CGTB, CTB, CUT, Força Sindical, NCST e UGT.
Além da elevação dos patamares de reajuste do mínimo, as centrais conseguiram do governo federal a instituição de uma política permanente de valorização desta remuneração. Como resultado, o mínimo passou de R$ 200, em 2002, para os R$ 465, anunciados recentemente. Descontada a inflação do período, calculada em 60,45%, o trabalhador brasileiro que recebe salário mínimo teve aumento real de 44,95% no período.
Mas o projeto que as centrais sindicais conseguiram negociar com o governo é mais extenso: deve manter o poder de compra do mínimo até 2023 e garante ganhos reais atrelados à variação do Produto Interno Bruto (PIB, o valor de toda a riqueza gerado no país). Prevê ainda que a partir de 2010 o mínimo será reajustado sempre em primeiro de janeiro.
Algumas estimativas sobre o reajuste
• 43,4 milhões de pessoas têm o rendimento baseado no salário mínimo. Desse total:
- 17,8 milhões são beneficiários do INSS
- 12,6 milhões são empregados da iniciativa privada
- 8,1 milhões são trabalhadores por conta-própria
- 4,6 milhões são trabalhadores domésticos
- 176 mil são empregadores
• R$ 27,8 bilhões será o aumento de renda na economia
• R$ 6,8 bilhões correspondem ao aumento na arrecadação tributária sobre o consumo
Responda à pesquisa sobre salário e condições de trabalho disponível neste site e colabore com o projeto Wage Indicator.







