Centrais vão propor agenda para o desenvolvimento e crescimento com distribuição de renda

Depois da abertura política do país, as centrais sindicais brasileiras vão apresentar, pela primeira vez em conjunto, uma agenda pelo desenvolvimento e crescimento do Brasil, do ponto de vista dos trabalhadores.

Depois da abertura política do país, as centrais sindicais brasileiras vão apresentar, pela primeira vez em conjunto, uma agenda pelo desenvolvimento e crescimento do Brasil, do ponto de vista dos trabalhadores. A primeira parte deste projeto será divulgada no seminário “Desenvolvimento com Distribuição de Renda e Valorização do Trabalho”, que será realizado entre 3 e 4 de abril, sob a coordenação do DIEESE. O evento terá a participação de 350 dirigentes e ativistas sindicais de todo o país.

Para o diretor técnico do DIEESE, Clemente Ganz Lúcio, este é um momento muito importante para as centrais. “O governo e os empresários têm seus projetos e agora as centrais também terão o seu e pretendem debatê-lo com os demais setores da sociedade”, diz ele.

No seminário será divulgado um documento unificado das centrais chamado “Agenda dos Trabalhadores para o Desenvolvimento”. O texto trata da desigualdade e da concentração de renda; do desemprego e do mercado de trabalho; da capacidade do estado de promover o desenvolvimento e da democracia e participação social.

Os debates
No dia 3 de abril serão realizados painéis para debate de temas como “Distribuição de Renda e Mercado de Trabalho” e “Democracia, Estado e Desenvolvimento”, com a participação exclusiva dos dirigentes e ativistas sindicais e convidados. Para as discussões do dia 4 de abril, foram convidados intelectuais, empresários, sindicalistas e os ministros do Trabalho e da Casa Civil.

Jornada
O seminário faz parte de um movimento mais amplo chamado “Jornada pelo Desenvolvimento”. Entre os objetivos da Jornada estão os de elaborar e aperfeiçoar permanentemente uma agenda propositiva do movimento sindical para o desenvolvimento do país e preparar uma lista com questões nacionais, desdobrando-a para os estados, regiões e setores.

Os temas serão debatidos com governos, empresários e movimento social, além de criar espaços de negociação que visem tratar do desenvolvimento do país e da formulação de políticas, programas e projetos pertinentes.