O que fazer com o dinheiro do 13˚salário

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O mês de novembro chegou e com ele aumenta a expectativa de muitos trabalhadores assalariados, que aguardam com ansiedade o pagamento da primeira parcela do 13˚ salário - até o próximo dia 30, de acordo com a legislação.

O mês de novembro chegou e com ele aumenta a expectativa de muitos trabalhadores assalariados, que aguardam com ansiedade o pagamento da primeira parcela do 13˚ salário - até o próximo dia 30, de acordo com a legislação. Para grande parte deles o salário extra pode representar a melhor chance de se livrar de antigas dívidas, saldar as contas atrasadas no dia-a-dia, arrumar a casa para as festas de fim de ano, fazer alguma reserva financeira para enfrentar o aumento das despesas no começo de 2007 ou mesmo investir em aplicações de longo prazo, pensando no futuro.

Para grande parte deles o salário extra pode representar a melhor chance de se livrar de antigas dívidas, saldar as contas atrasadas no dia-a-dia, arrumar a casa para as festas de fim de ano, fazer alguma reserva financeira para enfrentar o aumento das despesas no começo de 2007 ou mesmo investir em aplicações de longo prazo, pensando no futuro.

Seja como for, é certo que cada trabalhador já sabe, ou ao menos imagina, o que pretende ou poderá fazer com o 13˚ salário. De uma coisa ninguém duvida, e todos sabem: dinheiro na mão é vendaval. “Por isso, o melhor a fazer é planejar os gastos do orçamento da casa com disciplina para tentar evitar imprevistos que possam acabar comprometendo o pagamento das dívidas contraídas pela família”, comenta Ilmar Ferreria, técnico do DIEESE. 

Ele acredita que o principal destino do benefício seja mesmo o pagamento de dívidas. “Os recursos do 13˚ salário podem trazer, de fato, uma boa oportunidade para o trabalhador quitar ou refinanciar antigas dívidas, com juros mais baixos, através, por exemplo, do crédito consignado”, diz.

Dívidas, cheque especial, cartão de crédito

A opinião do economista é confirmada por uma pesquisa, realizada na cidade de São Paulo, que acaba de ser divulgada pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). A entidade consultou 635 consumidores de todas as classes sociais, entre 23 e 31 de outubro, e constatou: 63% deles pretendem gastar o 13˚ com dívidas já contraídas. Destes, 33% vão pagar o cheque especial, outros 25%, os débitos com cartão de crédito, enquanto 22% querem regularizar o nome na praça, ou seja, quitar dívidas no comércio e no sistema financeiro já registradas no SPC/Serasa.

A pesquisa indica ainda que somente 15% dos consumidores planejam utilizar parte do benefício para comprar presentes, 11% vão poupar, aplicando parte dos recursos para o pagamento, daqui a dois meses, das despesas típicas de começo de ano, como IPVA, IPTU, material e matrículas escolares. Apenas 4% pretendem destinar o 13˚ para a compra ou reforma da casa própria.

Impacto do 13º na economia

O DIEESE estima que, até o final do ano, a economia do país receba nada menos do que R$ 53 bilhões por conta do pagamento do 13º salário. A cifra equivale a 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB), e incluiu todos os trabalhadores do mercado formal de trabalho, nos setores público (celetistas e estatutários) e privado, inclusive os empregados domésticos (com registro em carteira) e beneficiários da Previdência Social. Isso significa que aproximadamente 60,7 milhões de pessoas, entre assalariados, aposentados e pensionistas, devem receber o salário extra, de acordo com dados obtidos pela Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O economista explica que o cálculo não leva em conta os assalariados sem carteira de trabalho assinada, que eventualmente recebam algum tipo de abono de fim de ano, devido à dificuldade de se mensurar esses recursos. Também não foram considerados os pagamentos antecipados do 13˚ salário, realizados ao longo do ano, por ocasião do período de férias (quando o trabalhador pode optar pelo recebimento da primeira parcela), ou por isso já estar definido em acordo ou convenção coletiva de trabalho, conforme negociado por algumas categorias profissionais. Mesmo assim, estima-se que ao redor de 70% dos pagamentos ocorram até dezembro (a segunda, e última, parcela deve ser paga até o dia 20 do mês que vem).

O técnico do DIEESE observa que o contingente de pessoas com direito a receber o 13˚ salário este ano é cerca 2,7% superior ao registrado em 2005. A estimativa é que 1,6 milhão de pessoas passe a receber o benefício por terem requerido aposentadoria ou pensão, entrado no mercado de trabalho ou ainda formalizado o vínculo de contratação com o empregador.

O valor médio nacional, calculado pelo DIEESE, a ser pago a título de 13˚ salário é de R$ 872. No caso dos proventos da Previdência Social, o montante é estimado em R$ 516, enquanto o previsto para os empregados no mercado formal alcança, em média, R$ 1.146. Já os trabalhadores domésticos (com carteira assinada) devem receber R$ 430. O maior valor (consideradas todas as categorias beneficiárias) deve ser pago em Brasília – R$ 1.878 – e o menor, no Maranhão – R$ 526.

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