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Férias ajudam a manter corpo e mente saudáveis

Se até Deus descansou no sétimo dia, após passar seis construindo o mundo, por que nós, pobres mortais, não deveríamos fazê-lo? Tirar 30 dias de férias a cada 12 meses é um direito garantido por lei a todos os trabalhadores com carteira assinada. E, segundo o clínico-geral Gleidson Cuence, especialista em Medicina do Trabalho pela Santa Casa de São Paulo, faz muito bem à saúde e pode evitar problemas lá na frente.

Se até Deus descansou no sétimo dia, após passar seis construindo o mundo, por que nós, pobres mortais, não deveríamos fazê-lo? Tirar 30 dias de férias a cada 12 meses é um direito garantido por lei a todos os trabalhadores com carteira assinada. E, segundo o clínico-geral Gleidson Cuence, especialista em Medicina do Trabalho pela Santa Casa de São Paulo, faz muito bem à saúde e pode evitar problemas lá na frente.

O especialista recomenda férias principalmente para aqueles que têm funções altamente estressantes, como as da área de telemarketing. “Quem trabalha em telemarketing tem um desgaste mental muito grande por lidar com o público. Além disso, nem sempre quem trabalha com atendimento é muito feliz com o que faz”, diz.

Para a turma dos desgostosos, Cuence recomenda “desligamento total” nas férias. “As pessoas que gostam do trabalho têm menos necessidade de férias, pois têm prazer naquilo que fazem”, ressalta. Mas isso não significa que não precisem de descanso, pelo contrário. O corpo, segundo o médico, precisa dar uma pausa, e total. “Não adianta nada tirar férias e ficar em casa pensando nos problemas, nas dívidas para pagar. O ideal é viajar, buscar um lugar diferente”, frisa.

A venda do descanso

O que dirá o zelador João Antônio (nome fictício), de 74 anos, que há 17 anos não sabe o que é férias? “É difícil tirar férias porque, no local onde trabalho, não existe outra pessoa para ocupar minha função”, diz, resignado. Ele, então, costuma “vender” as férias - algo que legalmente não é permitido, mas é feito por muitas empresas de forma camuflada. Assim, não descansa, mas engorda o orçamento.

Apesar disso, ele afirma não se sentir cansado, mas a filha dele, Ludmila (nome fictício), entrega: “Ele gostaria, sim, de poder tirar férias para viajar, rever a família.” O zelador nasceu em uma cidade do Interior do Estado de São Paulo e nem se lembra quando foi a última vez em que esteve lá. No entanto, esse desejo deverá ser realizado em 2007 quando, segundo Ludmila, o pai vai exigir o direito de tirar férias.

O publicitário Roberto Carlos dos Santos, 41 anos, decidiu “vender” as férias para ganhar um dinheiro a mais há nove anos, quando estava de casamento marcado com a esposa, Kelly, de 39 anos. “Não reclamo, pois foi bom financeiramente, ajudou bastante. Mas depois senti muito cansaço”, lembra.

O trabalhador tem o direito garantido por lei de vender um terço de suas férias (10 dias) e folgar os 20 restantes. Dependendo a função, o médico Gleidson Cuence indica os 30 dias, já que o corpo, acostumado a um ritmo acelerado, “demora um pouco” para desacelerar. “A pessoa deve avaliar como se sente”, orienta.

Porém, tanto em um como em outro caso, descansar é fundamental.

Leia também: Aprenda a calcular suas férias.

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