As Centrais e o aumento do mínimo

O papel das centrais sindicais brasileiras na conquista de uma política de valorização do salário mínimo brasileiro. Acordo garante reajustes até 2023

 


Pouco se fala a respeito, mas os sucessivos aumentos do salário mínimo nos últimos anos, que fizeram com que o valor da menor remuneração paga no país aumentasse consideravelmente, de 2003 a 2013, são resultado de uma extensa mobilização conjunta das centrais sindicais brasileiras CGTB, CTB, CUT, Força Sindical, NCST e UGT.  


Além da elevação dos patamares de reajuste do mínimo, as centrais conseguiram do governo federal a instituição de uma política permanente de valorização desta remuneração. Como resultado, o mínimo passou de R$ 200, em 2002, para os R$ 678, anunciados este ano. Descontada a inflação do período, calculada em 98,85%, o trabalhador brasileiro que recebe salário mínimo teve aumento real de 70,49% no período. 


Mas o projeto que as centrais sindicais conseguiram negociar com o governo é mais extenso: deve manter o poder de compra do mínimo até 2023 e garante ganhos reais atrelados à variação do Produto Interno Bruto (PIB, o valor de toda a riqueza gerado no país). Prevê ainda que, de 2010 para frente, o mínimo seja reajustado sempre em primeiro de janeiro.


Algumas estimativas do DIEESE sobre o reajuste - 2013

- 45,5 milhões de pessoas têm rendimento referenciado no salário mínimo
- R$ 32,7 bilhões foi o incremento de renda na economia
- R$ 15,9 bilhões correspondem ao incremento na arrecadação tributária sobre o
consumo


- 20.763 milhões são beneficiários do INSS
- 12,6 milhões são empregados da iniciativa privada
- 7.708 milhões são trabalhadores por conta-própria
- 4.246 milhões são trabalhadores domésticos
-  202 mil são empregadores


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