Crianças no batente

Está disponível na internet um vídeo em 12 línguas (inclusive português) produzido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre a situação das mais de 200 milhões de crianças trabalhadoras no mundo – metade delas nas piores condições.

Está disponível na internet um vídeo em 12 línguas (inclusive português) produzido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT)  sobre a situação das mais de 200 milhões de crianças trabalhadoras no mundo – metade delas nas piores condições. De 2000 a 2004, o número de trabalhadores infantis caiu 11%, de 246 milhões para 218 milhões. Nas atividades consideradas perigosas, a queda foi ainda maior: 26%, chegando a 126 milhões. Entre as razões para a diminuição, a OIT aponta o aumento da vontade política e ações concretas, principalmente na redução da pobreza e à educação em massa.

 

No Brasil, a idade mínima estabelecida por lei para o ingresso no mercado é 16 anos. Mesmo assim, o IBGE calcula que hoje mais de 5,48 milhões de crianças e adolescentes trabalhem, sendo 40% menores de 14 anos. Mantidos os esforços atuais, a tendência é de que esse número baixe para 2,7 milhões. O progresso é significativo (eram 8,4 milhões em 1992), mas algumas áreas permanecem problemáticas, como a agricultura, onde sete em cada dez crianças estão ocupadas. O vídeo da OIT pode ser assistido ou baixado no site da instituição.

 

Matéria extraída da edição nº 3 da revista Primeiro Plano (set/06)

 

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