Mortalidade materna diminui no Brasil, diz Ministério da Saúde

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11 de janeiro de 2011

Nova publicação do Ministério da Saúde, Saúde Brasil 2009, reúne as principais análises e indicadores em saúde no país, disponibilizando dados referentes à saúde da mulher. O levantamento aponta redução da taxa de mortalidade materna no Brasil. A taxa passou de 140 a cada 100 mil nascidos vivos, em 1990, para 75 a cada 100 mil nascidos vivos, em 2007. Mostra ainda que que o aborto passou de quarta para quinta causa de mortalidade materna no país no ano de 2007.

A redução dos óbitos por causas obstétricas diretas foi o principal fator que levou à redução da taxa de mortalidade materna no país. As mortes por complicações durante a gravidez, parto e puerpério diminuíram 56% nos 18 anos de cobertura do levantamento, o que, segundo o documento, se deve à ampliação do acesso aos cuidados hospitalares com acompanhamento das mulheres antes, durante e após o parto.

Atualmente, 98% dos partos no Brasil são realizados em hospitais e 89% são feitos por médicos. O nùmero de mulheres grávidas que realizam pelo menos quatro consultas pré-natal no Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou em 30% desde 1996, estando em quase 90%.

Todas as causas específicas de morte materna diminuíram entre os anos de 1990 e 2007. As mortes por hipertensão diminuíram em 63%, por hemorragia 58%, por infecções puerperais 47%, por aborto 80% e por doenças do aparelho circulatório complicadas pela gravidez, parto ou puerpério 51%.

 

 

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